Foto do Dia

Publicado em Locomotivas e vagões, Maquetes e dioramas | Comentários desativados

Encontros e eventos de ferromodelismo em 2020

Em ordem cronológica:

Publicado em Locomotivas e vagões, Maquetes e dioramas, Notícias | Comentários desativados

Acho que é o fim da linha pra mim…

 José Balan Filho.

Já fui aeromodelista, e se não era um cara dado àquelas mil piruetas que os cobras gostam na modalidade, eu não fazia feio fazendo o que eu fazia. Gostava tanto que ajudei a construir a pista de aeromodelismo do Clube Thalia.

No Clube de aeromodelismo que fica atrás do Carrefour de Pinhais gastei do meu bolso a construção do mastro da biruta, a biruta e a instalação no lugar, pagando a mão de obra do pedreiro…

Me aborreci com o Thalia porque era longe de Curitiba e porque o restaurante de lá, que era único, explorava os usuários cobrando um absurdo por uma comida de má qualidade.
Deixei de frequentar o clube do Carrefour porque era responsável pela segurança, e às vezes, se me atrasasse, quando eu chegava na pista encontrava seis ou sete aeromodelos no ar.

Os malucos de plantão não sabem o estrago que faz um aeromodelo de 600 gramas a 60 quilômetros por hora. Basta lembrar o que aconteceu recentemente ao presidente do Clube de uma cidade do interior de São Paulo que, ao atravessar a pista, morreu na hora ao ter sua cabeça atingida por um aeromodelo. Como eu fazia parte da diretoria e era legalmente um dos responsáveis pela segurança, achei que era melhor cair fora antes que acontecesse um acidente e eu ser responsabilizado criminalmente…

Voltei para o modelismo ferroviário, porque pelo menos nesse posso cultivar o meu hobby a qualquer hora do dia ou da noite num recinto fechado, sem problema de chuva, e sem precisar de nenhum tipo de companhia, se for essa a minha escolha…

Eu me iludia achando que sendo um hobby tão bacana ele abrigaria muito menos CHATOS do que existem em qualquer outro tipo de hobby. Me enganei!

Tem todos os tipos de chatos:

  • Tem o “chato purista”, que não pode ver algo fora da escala que tem um faniquito e põe sais no nariz senão desmaia; É o cara que ao ouvir a palavra “Frateschi” tem convulsões incontroláveis, revira os olhos, e se ao mesmo tempo colocarmos nas mãos dele aquela locomotiva fora da escala do mesmo fabricante, ele surta, chama Jesus de Genésio, e desfia sem controle tudo o que ele sabe sobre locomotivas, escalas e viadices;
  • Tem o “chato contador de rebites”, que é capaz de saber todos os detalhes, parafuso por parafuso, rebite por rebite, de uma locomotiva a vapor que foi construída no dia 13 de abril de 1936, às 16 horas, 40 minutos e 32 segundos…
  • Tem o “chato ignorante”: que não entende que se a maquete é do outro, o outro pode fazer a maquete do jeito que quiser, e se há algum erro não precisa ser nem grosso e nem mal educado com o cara que está iniciando e tem muito orgulho de mostrar o que está fazendo;
  • E tem o “chato chato”, que desmancha grupos, acaba com associações, fala mal dos outros para você e de você para os outros; figurinha carimbada que todo mundo conhece… Ele sempre “se acha”, mas quando destrói o ambiente de amizade da associação nunca mais aparece, alegando que não vai mais ao clube “porque lá todo mundo é muito chato”…
    Se o clube faz um evento ele comparece à reunião, mas de um jeito ou de outro desaparece no dia do evento deixando todo mundo a ver navios…

Vocês devem estar se perguntando o que deu na cabeça do Balan para escrever esse “textão”… Simples: estou de saco cheio de ver tantas pessoas mal amadas reclamando de tudo e de todos, criticando colegas, formando grupos no WhatsApp com o única finalidade de denegrir as pessoas de que não gostam. Simulam conhecimento que não têm, a maioria nunca faz nada e são especialistas sentados no sofá…

Acho que minha contribuição ao hobby está dada. Sem modéstia alguma provei que é possível fazer algo com um pouco mais de qualidade por aqui, saindo dos temas comuns, usando material de primeira, com bons projetos e com capricho no trabalho paisagístico… Daqui para frente vou repensar minha participação no hobby. Não estranhem se souberem que a VALENE está na sede da nossa associação. Se isso acontecer é sinal de que o hobby acabou para mim, definitivamente…

Publicado em Maquetes e dioramas | Comentários desativados

Em tempos de textão…

Claudio Soeiro

Em tempos de textão, eu também quero textar!

Tenho visto muitos amigos se magoando, se decepcionando, e até mesmo se questionando, se devem ou não permanecer no hobby.

Quem nunca se irritou ou se chateou com as redes sociais? Eu também já tive meus momentos, mas, serviram para uma reflexão: DANE-SE os outros.

O hobby hoje serve para minha distração e passatempo. Para me desligar do mundo e dos problemas cotidianos e não para trazer ainda mais problemas.

Normal você estar em um hobby e evoluir dentro dele né? Não, não é normal, é o que os outros acham. Normal usar serragem e evoluir para grama estática né? Não! Não é.

Normal mesmo, é você curtir seu hobby. Se postar seu trabalho, deve ficar ciente que muitos podem gostar e outros tantos podem não gostar. Alguns vão elogiar, outros criticar e muitos vão ignorar.

Muitos vão falar “SHOW” para algo que você achou ruim, e não vou elogiar algo que você achou “SHOW”.

Alguns dão mais importância para o trem e não ligam tanto para maquete, outros ligam mais para maquete e não tanto para o trem. Alguns preferem ter centenas de trens, outros preferem ter um único, totalmente detalhado, rebitado e certificado.

Conheço amigos que sabem toda história da ferrovia, nomes e modelos, datas e horários de fabricação dos vagões, por onde rodaram, quais numerações, pinturas e acidentes. E se foram desmontados, sabem até onde foram usadas as peças, mas não modelam nada. E também tenho os que nem sabem nada da teoria e histórias, mas modelam muito. E tenho amigos que manjam da teoria e da prática.

Quantos amigos postam que odeiam a empresa nacional, criticam, riem e desdenham de quem tem, mas, quando postam fotos de suas maquetes, 90% do material é dessa empresa.

Em resumo, nosso hobby tem:

  • Pessoal que compra o trem, tira da caixa e coloca na maquete;
  • Pessoal que compra o trem, não tira da caixa e guarda na prateleira;
  • Pessoal que ama envelhecimento;
  • Pessoal que odeia trem sujo;
  • Pessoal que ama DCC;
  • Pessoal que odeia DCC
  • Pessoal que compartilha conhecimentos e técnicas;
  • Pessoal que levará para o túmulo seus conhecimentos e técnicas;
  • Pessoal que manja tudo na teoria, mas não modela nada;
  • Pessoal que mete a mão na massa sem ligar para teoria;
  • Pessoal que roda europeu, americano e nacional tudo junto;
  • Pessoal que só roda composição exatamente como existiu;
  • Pessoal que tem e compra tudo que gosta;
  • Pessoal que não tem nada, porque nada está correto;
  • Pessoal feliz;
  • Pessoal triste;
  • Pessoal legal;
  • Pessoal chato.

Então, seja você do jeito que for no hobby, não encha o saco dos outros e seja feliz.
Sejamos FELIZES, LOUCOS já estamos!

Publicado em Maquetes e dioramas | Comentários desativados

História dos trucks ferroviários

Texto e fotos de Camila Garcia.

Truck tipo Archbar

Foi um truque muito comum nos primeiros tempos da ferrovia. Era feito com barras de aço moldadas e caixas de mancais fundidas e aparafusadas em conjunto. Esses trucks tinham boa performance, contudo necessitavam de manutenção permanente com a reposição das estopas de graxa (por isso existiam as famosas graxeiras ao longo das linhas) e reaperto dos parafusos. Foi o primeiro truck dos chamados trucks de fricção. Foram utilizados até meados da década de 20 (Estados Unidos) e até meados dos anos 70 no Brasil. Nos Estados Unidos os trucks Archbar foram banidos e trocados depois de 31 de dezembro de 1939, mas depois disso ainda restaram alguns em veículos de manutenção da via (fonte Revista Model Railroader).

Truck tipo Vulcan

Os trucks Vulcan foram introduzidos nos anos 20. Eram um outro tipo concebido para substituir os velhos trucks Archbar. O design dos sideframes do modelo Vulcan incorporou suportes para as caixas de mancais mais resistentes ou fortes e ambos (caixas e extremidades dos sideframes) estavam fixadas por um pino, que permitia a rápida troca dos mancais. Este design foi o último utilizado no fim da era do vapor. São também trucks com mancais de fricção. Tais trucks continuaram a ser vistos em uso por um extenso período de tempo em ferrovias madereiras e linhas de curto trajeto ou em equipamentos de manutenção da via, nos quais os vagões não necessitavam perder suas características. Fonte: Revista Model Railroader by Jim Hediger.

Truck tipo Andrews

Esses truques também eram do tipo com mancais de fricção. Vinham parcialmente com sideframes (quadros laterais) que eliminaram muitos dos problemas dos Truques Archbar. Também vinham dotados de caixas de mancais com lubrificação com estopas embebidas em graxa. Podiam ser facilmente identificados pelos reforços aparafusados entre a parte de baixo dos sideframes e caixas de mancais. Foram fabricados de 1910 até a década de 30. Vieram a substituir os velhos truques Archbar, já que também atingiram maior sucesso de venda (fonte: Revista Model Railroader).

Truck tipo Bettendorf de seção “T”

Esse tipo deu início uma nova geração de truques, nos quais as caixas de mancais eram fundidas como parte integrante dos característicos sideframes em forma de diamante! O modelo Bettendorf se iniciou como esses truques de seção interna em forma de “T” como eram inicialmente em 1903 e permaneceu bem popular em serviço até os anos 20. Como todo sólido truque com rolamentos, os rolamentos de latão fundido se encaixavam num entalhe na parte superior dos mancais que tinham por sua vez uma base curvada para apoio das pontas dos eixos (fonte: Revista Model Railroader by Jim Hediger).

Truck tipo Bettendorf de seção “U”

Era um truque que tinha um design de fundição significativamente mais forte que o seu antecessor com seção em “T”. Na verdade este modelo ficou bem mais conhecido como Truque Bettendorf do que o anterior porque a Bettendorf Co. ampliou a franquia de seus componentes de design mais forte e bruto e muitas empresas passaram a produzir truques similares. Este modelo tinha inicialmente o mesmo padrão adotado pela indústria ferroviária, sendo que as versões finais já passaram a incorporar o padrão AAR (Associação Americana de Ferrovias) Tipo Y.

Trucks tipo ASF

Os chamados trucks ASF (American Steel Foundries) de 50-ton A-3 Ride Control foram introduzidos durante a Segunda Guerra Mundial. Esses foram os primeiros Ride Control da história e foram anunciados na época como sendo de rodagem super macia reduzindo o desgaste nas rodas, causando menos impacto aos trilhos e leito da linha férrea. Os trucks A-3 se tornaram rapidamente os mais populares em uso no seu tempo. Cada truck vinha com as especificações que eram fundidas nos sideframes, incluindo a marca dos diversos fabricantes, sendo que os truques tipo AAR obedeciam as especificações próprias de cada ferrovia, segundo as encomendas. Esse foi o último truck a utilizar os mancais de fricção.

Publicado em Maquetes e dioramas | Comentários desativados