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Bar da Estação – “Causos” ferroviários

Aqui contamos “causos” ferroviários. Para muitos um ”causo” é uma historieta engraçada, às vezes verídica, às vezes inventada, às vezes aumentada. Os causos do Portal do Trem são histórias verídicas, muitas delas engraçadas (mas nem sempre), ocorridas na vida de ferroviários brasileiros. Conhece algum causo? Que tal contar para os outros?

Quando nos enviar um causo, lembre-se de que sempre é bom ser específico: qual ferrovia? qual cidade? qual o cargo do funcionário envolvido? quando aconteceu? etc. Isso tornará seu relato mais interessante.


“O bento”

O maquinista português da CMEF (Companhia Mogiana de Estradas de Ferro) notou que o poste do telégrafo havia caído e impedia a linha. Foi ao telégrafo mais próximo e ditou o recado ao telegrafista:

— O bento derrubou o poste.

O telegrafista, espantado, virou para ele:

— Mas bento não derruba poste.

Imperturbavelmente, o português explicou:

— Bento do aire!!!

(Encontrado na Internet)


Os trilhos invisíveis de Santos

Hoje à tarde andava eu, não mais que de repente, pelo centro de Santos, quando meus pensamentos foram bruscamente interrompidos por um motorista que desejava estacionar seu caminhão:

— Por favor, aqui passa bonde?

Pra encurtar a conversa, fui logo falando que não. Mas ficou uma vontade de ter dado uma resposta mal-criada, dizendo que bastava apenas olhar para o chão para saber se o bonde passava ou não por lá…

Parece que o pessoal esqueceu que o bonde (pelo menos os de verdade) não anda fora dos trilhos. Se bem que, bom, sei lá, no Brasil tudo é possível!

(Colaboração de Antonio Augusto Gorni)


A Maria Fumaça da ALL

Eu tenho uma sobrinha que mora em Campinas e trabalha em Hortolândia. Um dia ela me contou que via a Maria Fumaça todo dia. Aí, na minha ingenuidade, perguntei, ”Você passa perto de Anhumas todo dia?”. Afinal, Anhumas não fica tão distante de Hortolândia e é a estação inicial da Viação Férrea Campinas-Jaguariúna, a ferrovia turística operada pela Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), a qual possui muitas locomotivas a vapor. Mas, para meu espanto, ela respondeu, ”Não. É em Hortolândia. São umas máquinas grandes, vermelhas, com ‘ALL’ escrito bem grande nelas, soltando uma fumaça danada…”

(Colaboração de Antonio Augusto Gorni)


Proesas do Sr. Pinheiro (Um chapeu na linha faz parar o expresso – Na cadeia)

O Sr. José da Silva Pinheiro, portuguez, passageiro do expresso de Uberaba, quando viajava hontem para esta cidade, entendeu que o calor e o ar viciado do modesto vagão de 2ª classe em que vinha, muito o muito o encommodavam.

Bem que pensou nas delicias de um ventilador electrico, e em ultimo caso um carro de primeira classe, mas … Não levou em paciência e arriscou metter a cabeça pela janellinha do seu comboio, affrontando mesmo u poeira que levantava o expresso na sua vertiginosa carreira.

E lá se ia o nosso homem a gosar a frescura do vento que soprava, alongando a vista pela paysagem que se lhe apresentava aos olhos.

Eis senão quando um incidente veiu perturbar-lhe o prazer mal começado. Uma rajada mais forte de vento, arrebata-lhe o chapéu. Acto continuo, Pinheiro, que não se deu por achado, recolhe-se ao vagão, alça o braço e, em forte puchão na corda de aviso faz parar o trem, com grande pasmo dos viajantes e maior susto do machinista, que já supunha tratar-se de um desastre.

Verificando o facto, o trem continua a sua carreira e José Pinheiro veiu chorar a sua imprudência na cadeia desta cidade, visto não possuir a importância correspondente á multa regulamentar que lhe foi imposta pela estrada por essa irregularidade.

O inoffensivo José Pinheiro queria apenas apanhar o seu chapéu …

(Notícia publicada publicada em 13 de novembro de 1913 no Diário da Manhã, de Ribeirão Preto, SP. Respeitada a grafia original. Imagem do recorte do jornal no blog de 14/12/2011.)

(Colaboração de Denis W. Esteves)


Vida de telegrafista

A vida é engraçada, às vezes triste, às vezes alegre. O tempo passa, e a saudade dos dias idos nos faz cismar e imaginar o quanto já fomos úteis e também que deixamos de ajudar pessoas que precisavam de nossa ajuda. Como hoje o tempo está macambúzio, aquele chove não molha, sai não sai, o sol e as nuvens teimam em nos dar aquela sensação de medo de não sei o quê, comecei a me lembrar de um passado distante, quando trabalhava na ferrovia.

Os correios de antanho, usavam muito o telégrafo da ferrovia, principalmente para as estações de roça, e naqueles locais o telegrafista ou o portador (trabalhador braçal) era quem fazia as entregas. Também tínhamos a loteria federal e a mineira, e todas as terças, quartas e sextas-feiras, às 17 horas, quem estava de plantão no telégrafo já sabia que tinha serviço dobrado. Era a hora de transmitir o telegrama dos bilhetes não vendidos. Nada era mais odiado no trabalho que esta transmissão. Ficávamos no telegrafo aproximadamente meia hora transmitindo aquele interminável ”jornal”.

Também tinha notícias boas, alegres, como a de um parente que avisava a hora e o dia de sua chegada, o nascimento de uma criança. Ainda hoje, quando me lembro dessas coisas, sinto uma dor muito funda de uma notícia que recebi no telégrafo e que me deixou durante muito tempo com o coração sangrando. Eu estava numa estação de roça, mais precisamente em Júlio Tavares, no lado paulista da divisa de Minas com São Paulo, estação esta que ficava entre Guaxupé e Moreira Sales, substituindo o telegrafista, que gozava suas merecidas férias. Era meu ultimo dia de substituição e estávamos na plataforma conversando com o chefe, o portador e o telegrafista que chegara havia pouco no trem de passageiros PP2, quando o telégrafo começou a chamar — pipipi pipi pipipi pipi pipipi pipi pipipi pipi pipipi pipi. Levantei de onde estava sentado e fui atender ao chamado. Pipipi pipi (teclei) e do outro lado da linha pipipi pipi. Veio a letra .–. (P), que significava significava telegrama. Peguei o lapis e o bloco e teclei .. (I), que significava que podiam começar a transmitir. pipipi pipi pipipi pipi pipipi pipi pipipi pipi pipipi pipi pipipi pipi pipipi pipi. Fui anotando tudo.

De cara, já fiquei meio assustado pois a mensagem era dirigida ao telegrafista que eu estava substituindo, e o texto dizia ”… venha urgente pt sua mãe sofreu acidente pt …”.

Ao receber a noticia, meu colega ficou petrificado, sem reação alguma. Estávamos aproximadamente a 12 quilômetros de Guaxupé. Naquela hora não tinha trem, automóveis não existiam, a ida dele era reclamada com urgência, e o primeiro trem só iria passar no finalzinho da tarde, ou seja, iria demorar pelo menos seis horas. O que fazer: enfrentar o trecho na sola do botinão? Por incrível que pareça, o local mais próximo que poderia nos dar socorro ficava na fazenda, a uns 3 quilômetros de distância. Pensávamos em como fazer para ajudar nosso amigo, quando o portador chegou e disse que tinha uma bicicleta e que, se eu não importasse, ele levaria o colega na garupa até a fazenda, onde conseguiria um cavalo para que o levasse até Guaxupé. Homem liberado, lá foram os dois, e o desfecho todos já podem imaginar: 7 dias de luto.

Ser telegrafista naquela época tinha suas compensações. Era igual a maquinista, só que levávamos uma vantagem, pois o maquinista passava com o trem apitando, as mocinhas ficavam suspirando, mas eles iam embora rapidinho. Já nós, os telegrafistas, éramos paquerados e não raro dessa paquera nascia um namoro.

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(Colaboração de Chico Marques, ex-ferroviário da CMEF – Companhia Mogiana de Estradas de Ferro)


Piquenique

Fomos eu, a Tina, o meu irmão Carlos e sua esposa, fazer um piquenique nas margens da Rodovia Raposo Tavares, onde naquela época “havia” espaços próprios com mesas e bancos de concreto, para o povo se divertir.

Preparamos tudo: a minichurrasqueira, os comes e bebes, o carvão; e partimos para a diversão, mas saímos tarde e não encontramos mais nenhum lugar vazio onde pudéssemos nos “espalhar”…

Continuamos na estrada, até avistar um pequeno córrego com as margens gramadas e limpas. Local perfeito!

Armamos a churrasqueira, acendemos o carvão e colocamos a linguiça “pra queimar” e fomos cuidar do restante.

De repente, “Oh! azar!”, pensamos. Começou a chover e a churrasqueira acesa a “todo vapor”; era hora de correr.

Recolhemos tudo, mas e a churrasqueira?

— Ah! Vai no porta malas do Monza mesmo, é rápido até o viaduto da ferrovia.

Agora, lembrando do caso, penso no perigo, pois ao dirigir até os trilhos da ex-Sorocabana, (linha tronco Mairinque/Santos) íamos escutando o frigir da linguiça . . .

Saímos da estrada e estacionamos sob o viaduto da Raposo Tavares, ao lado da linha férrea, e continuamos o nosso complicado piquenique.

Demos sorte de ferreomodelista: após 10 ou 15 minutos lá vem o trem; uma trinca de U20 da Fepasa, tracionando mais de 50 vagões, sentido Santos, e foi o maquinista quem nos avistou primeiro, pois foi um buzinaço só.

Eita coisa boa! Foi uma festa completa: nós com os espetinhos na mão e o ajudante “todo marrento”, com o pé na janela, acenando e tomando Coca-Cola no gargalo da garrafa de 2 litros e a composição passou por nós buzinando até ensurdecer.

Fatos que não esquecemos, jamais.

(Colaboração de Wado Motta)


Só duas mamonas!

Aconteceu com 3 meninos (dois de meus irmãos e um primo) que sempre brincavam na beira da linha, próximo à estação Pinheiros do ramal da Sorocabana, que margeia o rio Pinheiros.

Certa vez, vendo a máquina “verdona” (pela descrição da loco, pode ser uma manobreira Cooper Bessemer) fazendo manobras próximo da estação, um deles atirou mamonas (“só duas mamonas”, afirmou) na máquina, atingindo o maquinista, que parou e deu ré no trem; nesse meio tempo, os meninos correram para casa, perseguidos pelo ajudante, que anotou o número da casa onde entraram os meninos.

Poucas horas depois o pai dos meninos teve de comparecer à 14ª delegacia, que na época era próxima do local, para explicar ao delegado a “peraltice” dos meninos, pois o ajudante que anotara o número da casa, retornou e denunciou ao chefe da estação que os meninos estavam apedrejando o trem.

“Naqueles tempos”, por volta de 1959, dava-se mais importância ao trabalho bem como à educação com as pessoas, e casos como este eram sempre “corrigidos”…

(Colaboração de Wado Motta)

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Bar da Estação – Piadas

Trens Lionel quase de presente!!!

O filho chega em casa carregando várias caixas com trens Lionel de coleção, e o pai, que é ferreomodelista, reconhece o material e pergunta:

— Onde conseguiu isso?

O filho responde:

— Acabei de comprar!

— Quanto?

— Me custou 30 reais!

O pai, sabendo do real custo do material, fica surpreso.

— Quem venderia esse material por 30 reais?

— Uma senhora que mora no começo da rua. Não sei o nome dela. Ela me viu passeando de bicicleta e perguntou se queria comprar uns trenzinhos por 30 reais.

— Quem faria um negócio desses? Tem alguma coisa errada!! Vou ver isso agora mesmo!

O pai foi até a casa da senhora, e ela estava tranquilamente trabalhando em seu jardim. Ele se apresentou como o pai do garoto a quem ela tinha vendido os trens e perguntou por que havia feito aquilo.

— Bem… — disse ela — Esta manhã meu marido ligou. Pensei que estivesse viajando a serviço, mas ele fugiu para Miami com a secretária e não pretende voltar. Pediu que vendesse a sua coleção de trens Lionel e lhe enviasse o dinheiro. Então eu vendi!

(Colaboração de Marcio Hipolito, Santo André, SP)


Envergonhado!

Um estudante árabe escreve para o pai:

”Pai.
Berlim é linda, as pessoas são muito simpáticas e eu estou gostando muito daqui. Mas, pai, eu fico um pouco envergonhado quando chego na universidade com minha Ferrari 599GTB de ouro puro, enquanto meus professores e muitos dos meus amigos chegam de trem!
Seu filho,
Nasser.”

No dia seguinte, Nasser recebe a resposta de seu pai:

”Meu caro e amado filho.  Transferi sessenta milhões de dólares americanos para sua conta. Pare de nos envergonhar, compre um trem para você também!”

(Colaboração de Marcio Hipolito, Santo André, SP)


O garçom do carro-restaurante 

O garçom do carro restaurante percebia a dificuldade daquele passageiro em pegar as azeitonas no pratinho. Conforme o balanço do trem e as curvas, elas iam de um lado para outro e ficava difícil pegá-las. O garçom, solícito, pega um palito, se aproxima da mesa e em um movimento rápido pega uma azeitona, no momento exato de uma curva da estrada.

O passageiro olha para ele e diz:

— Para você é fácil… Você sabe para qual lado é a próxima curva!!!

(Colaboração de Marcio Hipolito, Santo André, SP)


600 cavalos!!!

Um jovem maquinista, condutor de locomotiva diesel, toda vez que passava por aquela cidade, reduzia a velocidade perto da estação onde ficavam os carroceiros e colocando a  cabeça para fora, gritava:

— Aqui tem 600 cavalos, enquanto o de vocês só tem um…!!

Dava uma risada, acelerava e ia embora. Assim foi várias e várias vezes:

— Aqui tem 600 cavalos e o de vocês só tem um…!!!

Um dia, perceberam o atraso e veio um boato que o trem tinha descarrilhado logo antes da cidade. Os carroceiros, em seus veículos, saíram na frente e chegaram ao local do acidente, vendo este jovem maquinista do lado da máquina, que descarrilhando, caiu dentro de um pequeno rio. Logo em seguida, chegou o chefe da estação, perguntando o que tinha acontecido. Um dos carroceiros, olhando para o maquinista, disse bem alto:

— Pelo que parece, ele resolveu dar água para a tropa toda!!!

(Colaboração de Marcio Hipolito, Santo André, SP)


A indústria química

O deficiente visual descia sempre do trem na estação certa, se orientando pelo nariz, devido aos odores de uma indústria química ali próxima.

Um dia, levantou antes e se dirigia para desembarcar, quando o condutor, que o conhecia e sabia onde sempre desembarcava, o viu e disse que ainda não era sua estação.

O deficiente parou… pensou… e disse preocupado:

— Ih… rapaz!!! Alguém se sujou todo no trem!!!

(Colaboração de Marcio Hipolito, Santo André, SP)


Vai mesmo prá Sorocaba?

— Sim tenho certeza — responde o chefe.

O trem parte, passa o chefe conferindo as passagens e novamente é indagado por este mesmo sujeito se o trem vai para S. (Vamos abreviar… ).

— Sim vai! — responde.

O chefe passa para outro carro e dali a pouco está o sujeito de novo.

— Este trem vai mesmo para Sorocaba?

— Sim… — responde o chefe um pouco irritado.

De novo, o chefe está passando pelo carro, e o sujeito o puxa pelo paléto e pergunta se o trem vai para S. Mais irritado ainda, o chefe responde:

— Sim… o trem vai para Sorocaba!

— Tem certeza? — O sujeito torna a indagar o chefe!!

— Sim…com certeza — responde o chefe.

E mais algumas vezes, o sujeito pergunta e o chefe cada vez mais irritado vai respondendo que sim.

— Sim… o trem vai para S.!

Até que uma hora, o chefe não aguenta mais e explode…

— Não… este trem vai para os quintos do inferno… este trem vai para &*!%$ (impublicável)…!!! Este trem vai para @?^§# (também impublicável)…!!! O sujeito, assustado, de um pulo levanta de seu assento, arregala os olhos e pergunta, quase chorando, interrompendo os impropérios do chefe…

— Mas antes, ele passa por Sorocaba, né??!!??

(Colaboração de Marcio Hipolito, Santo André, SP)


Mictório!!!

O garotinho, na sua primeira viagem de trem, estava encantado com esse meio de transporte, e o que mais lhe chamava a atenção era o chefe do trem anunciar o nome de uma parada e, quando o trem parava, era exatamente aquele nome.

Entusiamado e curioso, perguntou ao pai, muito sonolento, como é que o chefe sabia o nome da próxima estação.

O pai, sem muita vontade de conversar, disse que o chefe olhava pela janela e via o nome.

O garoto então pensou em dizer o nome antes do chefe.

O trem saiu, ele aguardou e, ao perceber o diminuição da velocidade, pôs a cabeça pra fora, viu a placa e, voltando para dentro do trem, gritou a pleno pulmões:

— Próxima parada, Mictório!! Mictório!!

(Colaboração de Marcio Hipolito, Santo André, SP)


Assento preferencial para grávidas

Em um trem de subúrbio super lotado o pai vira para o filho e muito exaltado diz:

— Isto é um absurdo…!!! Ninguém respeita mais ninguém!!! Ninguém tem educação!!!

E bufando…

— Ninguém cede lugar para pessoas que precisam sentar!!!

O filho, sem entender direito, diz:

— Não sei porque está reclamando pai!! Nós conseguimos sentar no trem!!

O pai, ainda exaltado:

— Sim, nós estamos sentados!!! Mas a coitada da sua mãe, grávida, com o Júnior no colo, ainda está em pé!!!

(Colaboração de Marcio Hipolito, Santo André, SP)


O novo Engenheiro Chefe

Um engenheiro formado havia pouco tempo conseguiu vaga como Engenheiro Residente em uma ferrovia. O amigo e professor dele, que já trabalhava lá havia algum tempo e ocupava o posto de Engenheiro Chefe, disse que os ferroviários de lá eram terríveis com apelidos e que logo na primeira semana ele seria agraciado com um. O rapaz então disse que era uma pessoa séria, de respeito, que não dava liberdade para subordinados e que por isso não teria apelido. O experiente engenheiro, conhecendo bem as figuras que trabalhavam na empresa, apostou que em uma semana o novato teria um apelido. A aposta foi aceita e se combinou que depois de uma semana o Engenheiro Chefe passaria por lá para vistoriarem a linha e saber quem ganhou a aposta.

O novato tomou posse disposto a não pegar apelido durante a primeira semana. A estação sede da Residência sob sua responsabilidade era um sobrado e a sua sala ficava no pavimento superior. Aproveitando isso, ele resolveu arrumar uma desculpa para não sair da sala na primeira semana, dizendo que estava checando toda a documentação do setor e não queria ser interrompido, e que os funcionários deveriam seguir a rotina normal de trabalho. Ele chegava antes de todo mundo, levava um lanche para não precisar sair para o almoço e só ia embora depois do horário. Passava o dia todo dentro da sala do segundo andar e, de tempos em tempos, botava a cara na janela para ver se tudo estava em ordem no pátio e se o pessoal da via estava capinando o trecho e dando a manutenção. Assim passou a semana.

No último dia da aposta, o seu amigo veio do escritório central para ver como ele estava e pegar o dinheiro, pois tinha certeza que o colega já havia sido ”batizado”. Ele chegou, perguntou pelo Engenheiro Residente, e o telegrafista disse que estava na sala. Ele subiu e já foi logo perguntando pelo apelido, mas o colega lhe respondeu:

— Que apelido? Eu não sei de nenhum. Te falei que comigo empregado não tinha liberdade.

O amigo ficou surpreso, mas diante da firmeza da resposta foi se convencendo, e desceram para vistoriar a linha. Muito confiante, o novo Engenheiro Residente chamou o Mestre de Linha, que até então não tinha conhecido pessoalmente, e pediu para aprontar o auto-de-linha. O mestre logo foi berrando para o Chefe da Estação:

— Chefe, me dá um staff que o ”Engº Cuco” vai levar o chefe dele para vistoriar a linha!

(Colaboração de Denis W. Esteves)


Uma pralavrinha

O caipira, muito humilde, chega ao bilheteiro e diz: “Uma pralavrinha!!”.

O bilheteiro, atarefado, diz que não pode conversar agora e chama o próximo da fila.

O homem volta e de novo “Uma pralavrinha!”. O bilheteiro, responde do mesmo modo.

De novo na fila, de novo na bilheteria: “Uma pralavrinha!!”.

O bilheteiro, irritado, manda ele sair de vez da fila ou iria chamar o chefe da estação e pô-lo pra fora. Naquele tempo, chefe de estação era autoridade, e o homem sentou no banco ao lado da bilheteria.

O trem chegou, os passageiros embarcaram, e partiu!

O bilheteiro saiu de trás do guichê e se dirigiu ao homem: “Pronto! Agora eu posso dar uma palavrinha com o senhor! Pois não?”

O homem, olhou o trem indo e disse: “Gora num dianta mais! U treim pralavrinha já partiu! Eu queria uma passage!!”

(Para qual das duas Lavrinhas o caipira queria ir? A Lavrinhas no Paraná e por onde passavam os trens da Rede de Viação Paraná-Santa Catarina ou a que fica em São Paulo, na linha da antiga Estrada de Ferro Central do Brasil?)

(Colaboração de Marcio Hipolito, Santo André, SP)


O corrimão é que mata!

Dois bêbados estão andando, capengas, por uma linha.

Um deles diz: ”Que raio de escada que não acaba mais… Quantos degraus!!”.

O outro responde: ”O que mata é este corrimão muito baixo!”

(Colaboração de Marcio Hipolito, Santo André, SP)


Brasileiros e ”hermanos” argentinos no trem na Espanha

Um grupo de quatro brasileiros resolve viajar de trem Madrid a Barcelona na Espanha, mas sem pagar a passagem.

Embarcam e seguem viagem no trem noturno, que não tem muito movimento, e assim, cada vez que o bilheteiro aparece solicitando as passagens, o grupo muda de carro. Só que no meio do caminho não tinha mais para onde fugir e os quatro trambiqueiros são pegos pelo bilheteiro, que imediatamente aciona a segurança. São obrigados a desembarcar na próxima estação. No meio da noite o trem interrompe a viagem para que os quatro desçam escoltados por policiais.

Um dos quatro olha para trás cabisbaixo e vê que todos a bordo do trem os olham estarrecidos com o ocorrido.

O sacana, sem perder tempo, levanta os braços e grita em espanhol:

— VIVA ARGENTINA! VIVA ARGENTINA ! VIVA LOS ARGENTINOS! VIVA DIEGUITO!

(Colaboração de Alex Pinheiro, Mauá, SP)


Piada de mau gosto

(Diz o Marcio Hipolito, que tem contribuído com várias piadas desta secção:)

Estas “piadinhas” eu conheço desde criancinha, que meu pai contava para a gente. São sempre piadas antigas. Hoje, piadas sobre trens só o governo conta: Vamos ter ”trem-bala”, ”metrô-Guarulhos”, ”metrô-Congonhas”, ”VLT ABC”, etc. Vão ficar prontos até 2014!!!

(Colaboração de Marcio Hipolito, Santo André, SP)


O mineirinho com a passagem no chapéu 

Em uma longa viagem o mineirinho se ajeitou no banco, colocou a passagem na fita do chapéu, com uma beiradinha aparecendo, e puxou aquele sono. Era costume, quando o passageiro dormia, deixar a passagem na fita do chapéu. O chefe vinha, apanhava a passagem, picava e colocava de volta sem ter que acordar o passageiro. Chegando o momento de conferir as passagens daquele trecho, o chefe do trem acordou o mineirinho, que deu um pulo de susto com uma cara de surpresa que fazia todo mundo rir. O chefe, que estava segurando para não rir da cena, viu a ponta da passagem aparecendo, mas preferiu fingir que não viu e disse que estava tudo bem, que no próximo trecho ele conferia. O susto seguido da cara que ele fazia era tão engraçado que chefe estava disposto a acordá-lo todas as vezes só para dar umas risadas.

Assim foi até o final da viagem, quando o mineirinho desceu com todo mundo rindo da situação, e o chefe do trem chorando de tanto rir da ”maldade” que fez com o mineirinho durante toda a viagem. Ao sair do trem um passageiro o chamou pela janela e disse entre risos: ”Ô mineirinho, deixe de ser bobo! Era só falar para o chefe pegar a passagem no chapéu.” O mineirinho respondeu faceiro: ”Uai, eu sei, mais si u home resórve pegá a passage pra cunfiri ia vê qui é do meis passado!”

(Colaboração de Denis W. Esteves)


Capinando

Um peão foi contratado para capinar junto à estação, e o chefe disse para ele ir capinando a linha.

Foi um dia, foi outro e depois não apareceu mais.

Depois de 26 dias, o chefe recebe um telegrama de Bauru: ”Já capinei até aqui! Posso voltar??”

(Colaboração de Marcio Hipolito, Santo André, SP)


Até Marília!

O condutor vai andando pelo corredor do carro de passageiros, conferindo o bilhete de cada passageiro. Chega até um sujeito que está sem o bilhete. Com um tapa no ouvido, o indivíduo é jogado fora do trem. Levanta, corre e embarca no trem de novo. Na outra estação acontece a mesma coisa… com um tapão é de novo jogado fora do trem… levanta corre e entra no trem de novo… E assim vai outras duas vezes…

Na quinta vez, um dos passageiros que vê todas as cenas, pergunta ao sujeito: “Até onde você pretendo ir com isto?”

Ele responde: “Se o ouvido aguentar, pretendo ir até Marília!!”

(Colaboração de Marcio Hipolito, Santo André, SP)


Os bois do “coronel”

Um homem, recém chegado do sertão é contratado por um fazendeiro para tomar conta do gado e tirá-lo da frente do trem.

Na hora que passa o trem, o sujeito se assustou, pois nunca tinha visto um, não fez nada, e o trem atropelou alguns animais.

O fazendeiro chegou dando a maior bronca, e o sujeito respondeu:

— O coronel teve sorte, pois o tal bicho veio de frente, pois se viesse de lado, não escaparia nenhum!!!

(Colaboração de Marcio Hipolito, Santo André, SP)


O bêbado e o vigia da ferrovia

Bêbado: “A que horas passa o trem para o leste?”

Vigia: “Daqui a uma hora.”

Bêbado: “E para o oeste?”

Vigia: “Daqui a 3 horas.”

Bêbado: “E para o norte?”

Vigia: “Daqui a 5 horas.”

Bêbado: “E para o sul?”

Vigia: “Só amanhã, às 8:00h.”

Bêbado: “Então acho que não tem perigo atravessar a linha agora!”

(Encontrada na Internet)


O peão que laçou o trem

Tinha um peão bronco mas dado a valentão, que andava com seu 38 de um lado pro outro. Ele tinha acabado de se mudar de uma fazenda num fim de mundo para a capital. Nunca tinha visto um trem na vida. Um dia estava montado no seu cavalo, quando viu um correndo e achou que fosse um animal perigoso. Pegou o laço, foi a galope atrás do trem e tentou laçá-lo, mas não deu pra segurar e foi arrastado até o trem parar na estação, a uns dois quilômetros dali.

Alguns dias depois, ainda todo esfolado, ia caminhando pela calçada quando, de repente, passou por uma loja de brinquedos e viu um trenzinho ali na vitrine. Então pegou seu 38, entrou na loja e começou a atirar no brinquedo. Muito assustado, o dono da loja correu até o peão e perguntou o que ele estava fazendo. Todo calmo, o peão respondeu:

— Tem que matar esse aí quando ainda é pequeno, porque depois de grande não tem ninguém que segura!

(Colaboração de Marcio Redondo, Curitiba, PR)


Socorrei-me que o trem vem vindo!

O sujeito atravessava a ferrovia quando, de repente, seu pé fica preso no vão de um dos trilhos. Gemendo de dor, ele vira daqui, torce dali e nada de o pé se soltar. Nisso ele ouve o apito de um trem se aproximando.

— Ai, meu Deus! Me ajude que o trem vem vindo! — diz, apavorado.

Puxa o pé com toda a força e nada… E ouve outra vez o apito.

— Meu Deus, por favor! — pede com os olhos lacrimejantes.

— Me ajude a tirar o meu pé e prometo que vou à missa todos os domingos.

Puxa de novo e nada! E o trem apita, cada vez mais próximo.

— Por favor, Senhor! Se Você me ajudar a sair dessa, prometo que nunca mais vou colocar uma gota de álcool na boca!

Mas, por mais que ele force, o pé não se solta. Desesperado, começa a berrar insistentemente:

— Senhor! Por favor! Me ajude e eu prometo que nunca mais vou transar com ninguém! De repente, ele puxa a perna e o pé se solta.

Segundos depois, o trem passa a toda velocidade.

— Uuufaaa!!! Deus, não precisa mais se preocupar. Eu consegui me soltar sozinho!

(Encontrada na Internet)

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Maquete Conselheiro Scheinkmann

O tablado verde, tipo “moldura de poster”, concebido inicialmente para rodar locomotivas em teste e depois guardá-lo atrás da porta, deu lugar a uma maquete com um traçado oval simples, com apenas um desvio, isolado eletricamente (pode-se deixar uma locomotiva estacionada), mas bem elaborada em termos de detalhamento.

Essa maquete medindo 1,50 metros x 1,05 metros é ideal para levar em encontros do hobby e também para quem dispõe de pouco espaço.

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Lançamentos comemorativos dos 50 Anos da Frateschi

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